A meditação é um pecado para os cristãos?
Saiba se a meditação entra em conflito com crenças cristãs ou aprofunda sua fé—descubra o que realmente importa antes de decidir se é um pecado.


Depois de 10 anos acompanhando a galera de Hawkins, Stranger Things finalmente chegou ao fim. Eu assisti ao último episódio com um misto de nostalgia e aquele medinho — o mesmo receio que muita gente teve com Game of Thrones: o medo de um final que não fizesse jus à jornada. Agora que a poeira baixou, a pergunta é: o final foi bom mesmo ou só foi “seguro” demais?
Não dá para falar do final de Stranger Things sem citar Game of Thrones. Muita gente detonou o desfecho da saga de Westeros, mas eu acho que a desilusão, muitas vezes, vem da quebra das nossas expectativas pessoais. Em Stranger Things, o peso era parecido.
O ponto principal aqui é: a série foi ruim porque entregou algo fraco ou porque não entregou exatamente o que a gente idealizou? É difícil abrir mão das nossas teorias, mas a gente precisa avaliar o que foi entregue na tela, e não o que estava na nossa cabeça.
O que eu mais gostei nesse final foi o fechamento do ciclo. A base de Stranger Things, o coração de tudo, sempre foram crianças jogando RPG. Ver os atores — que agora já são adultos e estão indo para a faculdade na série — em volta da mesa uma última vez foi um momento foda.
Mesmo que a transição para essa cena tenha sido um pouco forçada (o Mike sai da escada e a galera já está jogando do nada), o simbolismo é perfeito. Não foi só uma despedida dos personagens, foi uma despedida dos atores com o público que viu eles crescerem por uma década. Ali, a série mostrou que ainda tem muito coração.
Aqui entra a minha maior crítica. Como diria o Vanderlei Luxemburgo: “O medo de perder tirou a vontade de ganhar”. Senti que os irmãos Duffer tiveram tanto medo de fazer um final polêmico que todo mundo odiasse, que acabaram jogando muito no simples.
O final da batalha principal foi, basicamente, um “copia e cola” da terceira temporada. A estrutura é a mesma: as crianças tacando coisas no bicho para distrair, enquanto a Eleven usa os poderes dela. Para uma série que sempre foi tão criativa, entregar um clímax visualmente pobre e repetitivo foi um balde de água fria.
Faltou tensão. Na quarta temporada, a gente sentia o perigo real. Aqui, eu já sabia que daria tudo certo. A morte de personagens como o Steve, por exemplo, poderia ter dado uma profundidade incrível para o Dustin, transformando ele em alguém que perdeu seus mentores e precisou amadurecer no fogo. Ao manter todo mundo vivo, a série perdeu a chance de ser épica.
Um erro grave foi deixar explicações vitais para outras mídias. Quer saber a origem real do Vecna? Está numa peça de teatro nos EUA. Isso não faz sentido! Se a história é contada no vídeo, a conclusão tem que estar lá. Além disso, arcos que foram cozinhados a temporada inteira, como o da Robin com a namorada, foram simplesmente esquecidos no último episódio. Para que gastar tempo com isso se não vai mostrar a conclusão?
Apesar dos pesares, não dá para dizer que o final foi ruim. Foi seguro e condizente com a “jornada do herói” que a série sempre seguiu. Stranger Things é, talvez, o maior produto cultural criado direto para o streaming. Num mundo onde cada um assiste uma coisa diferente, ela conseguiu unir gerações na mesma hora, no mesmo dia.
Daqui a 30 anos, a gente vai lembrar de Hawkins com a mesma nostalgia dos clássicos dos anos 80. O final não foi ousado, não foi “fora da caixa”, mas encerrou um ciclo que marcou a história da TV moderna.
E você, o que achou? O final entregou o que você esperava ou faltou coragem para os criadores? Comenta aí embaixo!
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