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Reprovação escolar despenca no Brasil e atinge menor nível em 10 anos; veja o ranking por estado

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A prática de reter os estudantes na mesma série está em queda acentuada no Brasil. Os novos dados do Censo Escolar 2025, divulgados nesta sexta-feira (26 de junho de 2026) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), revelam que a taxa de reprovação atingiu o menor nível da última década nas duas etapas mais críticas da educação básica: o 6º ano do ensino fundamental e o 1º ano do ensino médio.

Abaixo, o Ajuda Popular preparou um raio-X sobre o atual cenário da educação brasileira, os rankings estaduais e o debate sobre o impacto dessa mudança.

A queda histórica na “repetência”

O 6º ano do fundamental (marcado pela transição onde o aluno passa a ter um professor por matéria) e o 1º ano do médio (entrada em disciplinas mais complexas como física e química) historicamente concentram os maiores gargalos de aprendizado. No entanto, a série histórica iniciada em 2015 mostra uma redução drástica nos índices:

  • 6º ano do Ensino Fundamental: A taxa de reprovação nacional caiu de 13,8% em 2015 para 3,6% em 2025.
  • 1º ano do Ensino Médio: O índice nacional despencou de 16,6% em 2015 para apenas 4,4% em 2025.

📌 Nota: A análise histórica desconsidera os anos de 2020 (1% no 6º ano e 3,2% no 1º ano EM) e 2021 (2,3% no 6º ano e 4,7% no 1º ano EM) devido à pandemia de Covid-19, período em que as redes de ensino adotaram políticas para evitar reprovações diante do fechamento das escolas.

O Ranking da Reprovação: Quais estados mais retêm alunos?

Apesar da queda na média nacional, o comportamento varia muito entre as Unidades da Federação. Confira os estados que lideraram as taxas de reprovação em 2025 em cada um dos ciclos críticos:

Top 5 – Maior reprovação no 6º ano (Ensino Fundamental)

  1. Rio Grande do Norte (RN): 13,9%
  2. Bahia (BA): 8,2%
  3. Sergipe (SE): 7,8%
  4. Amapá (AP): 6,9%
  5. Rio Grande do Sul (RS): 6,5%

Top 5 – Maior reprovação no 1º ano (Ensino Médio)

  1. Distrito Federal (DF): 13,1%
  2. Santa Catarina (SC): 11,1%
  3. Acre (AC): 10,3%
  4. Roraima (RR): 9,4%
  5. Rio Grande do Sul (RS): 9,0%

O Grande Debate: avanço real ou aprovação automática?

A redução drástica desses índices divide opiniões entre especialistas e levanta alertas sobre os reais motivos por trás dos números.

  • O lado contra a reprovação: Críticos da retenção escolar apontam que obrigar o aluno a repetir o ano letivo eleva drasticamente o risco de evasão (abandono dos estudos) e gera uma acentuada defasagem idade-série, fazendo com que o estudante se sinta deslocado.
  • O lado do alerta pedagógico: Existe o temor de que os índices estejam caindo artificialmente por pressões políticas — já que as taxas de aprovação impactam diretamente o cálculo do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) — ou pela adoção de modelos de “progressão continuada” sem a devida absorção do conteúdo.

“O caminho não é reprovar mais, mas fortalecer estratégias de recomposição das aprendizagens para que cada estudante avance com o conhecimento esperado.” > — Patricia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social.

“Esses dados divulgados precisam ser lidos com certa cautela. Alguns estados têm lançado melhorias enormes na aprovação… Mas isso é inconsistente com outros dados que mostram a taxa de jovens fora da escola reduzindo a passos mais lentos.” > — Gabriel Corrêa, diretor de Políticas Públicas do Todos Pela Educação.

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